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sábado, 27 de outubro de 2012

MÁSCARAS QUE CAEM




Artefatos de artifício
pele que escamoteia
jogo de esconde-esconde
lobo em pele de cordeiro
máscaras que encobrem rostos
tudo é maya, tudo é ilusão
a imagem criada
a linguagem inventada
puros disfarces do real
personagens encenados
num palco montado
somente para a platéia
artistas treinados
saboreiam aplausos
e a dor se esconde
mas ao final do espetáculo
cai o pano, acaba a cena
a platéia se retira
e no chão espalhadas
as máscaras se tornam inúteis


Ianê Mello

(24.10.12)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O FIM DA FESTA






Pra que a festa se a tarde cai
e com ela o vento abranda
como suave brisa
Os ruídos já se perdem no poente
onde o sol tímido se esconde
Os tambores já não rufam como outrora
Os brilhos e glamores se vão
e cada qual consigo mesmo,
na solidão do vazio,
encontra o próprio rosto
As máscaras caem ao chão
e por debaixo delas apenas um rosto se mostra...
O único rosto real
E o que fica no fim da festa
é o mais puro cansaço
de um sentimento vão


Ianê  Mello