A casa vazia e fechada
Janelas cerradas...
Paredes em ruínas
Pelo que dela restou
percebe-se que foi, um dia,
uma bela e confortável casa
Quem terão sido seus habitantes?
Seria uma família numerosa?
Quantos sonhos e desejos
foram em suas paredes abrigados?
Quantas alegrias foram nela vivenciadas?
Quantos segredos escondidos em seus recantos?
Quanta tristeza, quanta dor e traição?
Pelo que dela restou
percebe-se que foi, um dia,
uma bela e confortável casa
Quem terão sido seus habitantes?
Seria uma família numerosa?
Quantos sonhos e desejos
foram em suas paredes abrigados?
Quantas alegrias foram nela vivenciadas?
Quantos segredos escondidos em seus recantos?
Quanta tristeza, quanta dor e traição?
No jardim abandonado,
que outrora devia ser belo,
que outrora devia ser belo,
crescem plantas rasteiras
e o matagal toma conta do quintal
e o matagal toma conta do quintal
Os frutos das árvores,
um dia suculentos, colhidos no pé
um dia suculentos, colhidos no pé
hoje apodrecem, caidos ao chão
Essa casa que um dia
abrigou essas pessoas,
livrando-as do frio e das intempéries,
servindo-lhes de teto, de refúgio,
aconchegando-lhes entre suas paredes
Hoje, abandonada e esquecida
tornou-se apenas escombros
...
...
Essa casa que um dia
pode ter sido um lar...
Ianê Mello

