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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal





Que este Natal seja farto
em sorrisos, em abraços, em amor
Que esse Natal seja simples
como simples são os sentimentos
Que esse Natal seja terno
com a ternura das crianças que sonham
Que esse Natal seja doce
como doce é o cálice de vinho que sorvemos
Que esse Natal seja pleno
em vida, em esperança, em calor humano.


Quero agradecer a cada um de vocês que aqui esteve desde o nascimento desse espaço, uns como visitantes eventuais, outros mais assíduos, outros "seguidores" fiéis. 
Agradeço pelo carinho a mim ofertado em suas visitas e comentários, aos seus sinceros elogios, as suas palavras de compreensão.
Sem a presença de vocês esse espaço não continuaria a existir e a crescer de forma harmoniosa e plena.

Obrigada, meus amigos!

Um Natal iluminado à todos vocês e que o novo ano que se inicia seja repleto em paz, esperança e amor.

Um grande beijo e abraço fraterno.

Paz e Luz!

NAMASTÊ!!!



Ianê Mello

domingo, 9 de outubro de 2011

VIDA EM ARCO-ÍRIS





Para minha filha Yasmim



A vida faz arte com suas tintas
Colore de matizes e cores 
com seus pincéis invisíveis
Imprevisível o traço que se fará
a seguir daquela linha
Pintora experiente que é
pinta suas telas surreais
e para nós traça caminhos,
desventuras e espinhos
Ah! Mas pinta flores, também
e jardins do paraíso
Com sua cores, num arco-íris,
enche nossa estrada de luz
Outras, por vezes em  negras telas
nos faz habitar na escuridão
Mas como não amá-la?
Essa vida que nos foi dada
 como uma dádiva pra ser vivida
Vida boa, vida má...
A vida aí está
Cabe a nós aprendermos
a colorir essa imensa tela
Tirar-lhe o pincel das mãos
Por que não?
Não temos o livre-arbítrio?
Usemo-lo, então,
para colorir nossa vida
com as cores da paixão



Ianê Mello



Crédito de imagem: Pintura de Yasmin Rubens de Mello Carvalho

sábado, 23 de julho de 2011

A Primavera em seu esplendor




E que venha a primavera
com suas belas e coloridas flores
e traga com ela a doçura
e o prazer de seus amores
Que venha com seus encantos
transformando a vida real  
em belas tardes e manhãs 
Estação de múltiplas cores
de beleza cristalina e natural
em sua expressão mais pura
Com os pássaros e seus cantos
Com a natureza a luzir
Levando pra longe o pranto
trazendo ao rosto o sorrir
Que no brilho do olhar
ao vislumbrar tamanha beleza
possa existir a certeza
de um novo e belo porvir


Ianê Mello


Crédito de imagem: Pintura de Van Googh



Ouça: Vivaldi " As quatro estações - Primavera"

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cantares da Alma




Quando canto
minha voz
num canto lírico
apaixonado
viaja em agudos acordes
semitonados tons
Na dissonância
das notas
Em claves de sol
e sustenidos
em si bemol
gemidos
em sussuros
inquietantes
Solto a voz
na garganta presa
sons guturais
errantes
dissonâncias
da alma
que se revela
ao som
de uma ópera
inacabada.



Iane Mello



quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Grito

  

Pintura de Edward Munch " O Grito "

 

O grito preso na garganta
aprisionado na dor
No rosto, o pavor
estampado no espanto
Que visão tão terrível
ameaçaria o encanto
de percorrer novas trilhas
nessa estrada de pedra e sol
No humano que habita
a curiosidade desperta
A vontade de desvendar
mistérios ocultos
Da visão desconhecida
daquilo que se chama vida
resta sorver até o fim
Possibilidades infindas
não dominadas pelo medo
Lançar-se no escuro, no breu
não é sinônimo de loucura
Para viver a vida
é necessária a procura,
a ousadia de ser sem limites
Reagir ao medo que trava
Libertar-se das amarras que prendem
Usar a chave de sua própria prisão
construída pelo pavor do desconhecido
Liberte-se de si mesmo,
de seu ego, de seu egoísmo
Lembre-se que só você tem a chave
A chave que te prende
é a mesma que te liberta


Ianê Mello

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pessoas Altivas




Não suporto a altivez
que certas pessoas possuem
Aos outros não dão a vez
e sempre que podem os excluem

Empinam o nariz, olham de cima
E se acham maiorais
Para elas sempre estão acima
da maioria dos  pobres mortais

Se sentem sempre no direito 
de  desrespeitar os demais
E quando com elas isso é feito
sentem-se vítimas, nada mais

Pessoas cheias de caras e bocas
fazem de tudo pra chamar a atenção
Falam, riem alto, passam-se até por loucas
Mas dos refletores fazem questão

Obstinadas por sua própria imagem
Um ego que dentro de si não cabe 
Elas não tem é coragem
de mostrarem que nem tudo sabem

No fundo, se sentem é inferiores
e a empáfia é sua arma de defesa
Assim vencem seus próprios temores
Fazendo-se de realeza


Ianê Mello

domingo, 7 de março de 2010

Marcas de Vida




Esse rosto que hoje fito
no espelho do meu quarto
reflete os tempos idos.
Em suas linhas,
tênues e finas,
desenhadas pelo tempo,
guarda momentos vividos
na casa da memória.
A história da minha vida.
Minhas dores, meus amores,
alegrias e tristezas.
Guarda, ainda, a beleza,
sem o viço do frescor
da mocidade perdida.

Esse rosto que hoje fito
e é tão meu quanto o de outrora
revive em mim o amor,
singular e próprio,
por essa que hoje sou.
O tempo por mim vivido,
trouxe consigo a brandura
de quem perdoa seus erros
e com eles , sabiamente,
faz um novo caminhar.

Esse rosto que hoje fito
é um rosto que sei amar.



Ianê Mello

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mulher sem Rosto




Uma mulher sem rosto
quão misteriosa pode ser?
Sem olhos para expressar e seduzir
Sem o olfato para sentir os odores
Sem lábios para dizer o que sente
e beijar o corpo amado

O que é uma mulher sem rosto?
Sem identidade, sem expressividade,
apenas um corpo a usufruir?
Quão bela pode ser uma mulher sem rosto?
Se o seu rosto é a sua marca, a sua presença

Uma mulher sem rosto é apenas um corpo
Um corpo como outro corpo qualquer
Uma meretriz a mais para satisfazer 
os carnais desejos de um homem
Um homem que da mulher deseja
nada mais do que um corpo,
um pedaço de carne 
pra saciar seu apetite voraz.


Ianê Mello




Venha participar do " Diálogo Poético" com essa belísima pintura de Adolfo Payés.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Entorpecimento



Numa mesa de bar
um copo de bebida
um absinto qualquer
ou qualquer outra birita
onde afogar as mágoas
de uma paixão mal vivida
ou ainda por viver
Uma desesperança sofrida
por um simples querer

O motivo não importa
deixe estar
O que importa é
- a mesa de bar
os amigos de copo
perfeito lugar
para desafogar as dores
inebriar a mente
dos falsos amores

Lembrança apagada
pelo álcool calibrada
no esquecimento da vida
no poder da ilusão
que lhe causa a bebida
Vivendo na contra-mão
por não ver outra saída


Aqui não me cabe julgar
essa forma de sentir
nem tampouco condenar
esse fugidio existir
Apenas  observar
e procurar compreender
onde pode nos levar
os caminhos do sofrer.

Ianê Mello

Ouça: Onde anda você - Toquinho e Vinícius de Moraes

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Reminiscências ...



Linhas finas e tênues
marcam seus olhos já cansados
Da vida perderam o brilho
Dos sonhos já se afastaram
Um olhar que ultrapassa
as barreiras do conhecimento,
de quem viveu seus momentos
com intensidade apaixonada
Surpresas já não existem
nesse maduro coração
Meras repetições se sucedem
como num filme já visto
em sua vida sem sobressaltos

Suas mãos nuas
já não buscam tocar o inatingível
pois seu velho coração
encontra apenas na razão
sua real força de vida
Maturidade é seu nome
e com ela os dissabores
dos incontáveis amores
que por sua vida passaram
Páginas viradas de um passado
de lembranças guardadas
num antigo baú
no empoeirado sotão escuro

Seus olhos...
Ah, seus belos e profundos olhos
já não brilham como estrelas,
sonhadores e febris,
donos de tantos ardis
que, apaixonadamente encantaram
todos aqueles que a amaram.


Ianê Mello



 Reciclado para "Fábrica de Letras" em 01.02.2010.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Morte Interior





Solidão...
Vazio que me consome por inteiro.
Vontade de sumir.
De fechar olhos,ouvidos e boca,
Encarcerar no peito sentimentos,
Deixar a vida morrer por um só momento.
Aprisionar na boca o riso aberto.
Não há mais esperanças,
Não há vida.
É tudo um vazio imenso,
É tudo angústia.
Dos olhos já cansados,
Já sem brilho,
A lágrima congela a dor do pranto.
E das mãos nuas...
Úmidas e frias
Deixa-se escorrer por entre os dedos...

...VIDA.




Ianê Mello