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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O BARQUEIRO

 

Cai o corpo de leve
e se faz o instante breve
que a pura mão alcança
Do peito se ergue a lança
que perfura a carne e sangra
E da ferida aberta e exposta
pulsa o vermelho-sangue
tingindo a branca veste
E sentindo dor lancinante
tomado por súbito espanto
fecha os olhos e da vida
- despede-se... sem pranto


Ianê Nello



domingo, 8 de novembro de 2009

Quando é chegada a hora





















Num jogo de xadrez
está a sua própria sorte
porque o destino o fez
barganhar com a própria  morte
Que chances poderia ter 
de sair desse jogo vencedor?
Se no tabuleiro pudesse ver
morreria só de pavor 
A cada peça movida
em jogada bem pensada
arrisca  a própria vida
ao mover a peça errada
E a morte, sua parceira
nesse improvável acerto
do outro lado sorrateira
se ri desse desconcerto
Quando é chegada a hora
não há barganha qualquer
a questão é ir-se embora
com a brandura que puder
Rebelar-se é em vão
melhor o fato aceitar
Entregar-se a razão
e deixar-se descansar




Ianê Mello




















Cena do filme " O sétimo selo" de Ingmar Bergman


Curiosidade:  "O título é uma referência ao capítulo oito do livro das revelações. A história é simples. Um Cavaleiro e seu Escudeiro voltam das Cruzadas. O país está assolado pela peste. Eles se encontram com a Morte e o Cavaleiro faz um trato com ela: enquanto conseguir contê-la numa partida de xadrez, sua vida será poupada."