terça-feira, 9 de março de 2010

Homenagem Recebida pelo Dia Internacional da Mulher



Coragem




Mulher: - desafias o próprio norte;
Derramas, ao redor, tua energia,
Fazes da noite o teu próprio dia;
Circula nas tuas veias o plasma forte.

Dás muito de ti, e, desafias a morte;
Não ignoras teus momentos de agonia;
Defendes, rude, tua idiossincrasia,
Nem te entregas à própria sorte.

Curvo-me para ti, alma de gigante,
E sigo os teus passos itinerantes;
Deus conhece a boa filha que tu és!

Nasceste para conter o rumor,
Conheço bem o grau do teu amor;
Incontinenti beijo os teus pés!...


Machado de Carlos



Homenagem recebida do amigo Machado de Carlos que estendo com meu carinho à todas as mulheres. 


segunda-feira, 8 de março de 2010

Homenagem à Mulher

 

Em homenagem à mulher, me utilizo das sábias palavras de Anais Nin

 


"Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. 
Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte.
Ele não é solitário. Ele é ocupado. 
A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude.
A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. 
Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. 
Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. 
Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser.
Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela."
Anais Nin

Parabéns à nós mulheres, pela nossa garra, força e coragem!
Com meu carinho à todas que daqui participam como amigas e leitoras.

 Ianê Mello


A Esfinge




Saber-se é preciso
Viver é impreciso
Estar, Ser no mundo
demanda coragem
Ousadia de viver
É para quem se busca
com olhos de águia
sem medo de se descobrir
É para quem não tem medo da dor
É para quem sabe se doar ao amor
Saber-se é preciso
Seu lugar, seu espaço,
sua essência, sua alma,
seus desejos, seus limites
Viver é impreciso
Cada instante uma surpresa,
um sobressalto
Às vezes é preciso saber olhar
lá do alto,
como uma águia alçar vôo,
mudar a perspectiva, o plano
A vida é uma caixinha de surpresas
Nunca se sabe o que se vai encontrar ao abrí-la
Mas é preciso procurar a cada dia
decifrar os seus mistérios
Pois como a esfinge egípcia,
assim é a vida e esse desafio nos lança:
"- Decifra-me ou te devoro! "


Ianê Mello





domingo, 7 de março de 2010

Dor da Alma

 



Sinto que me perdi de mim
e não me encontro mais
Quanto mais mergulho em mim
maior o mar da minha solidão
Não há o que aplacar essa dor
Não há o que preencher esse vazio
Estou só... completamente só...
Nem eu mesma me acompanho
e essa é minha pior solidão
Escrevo palavras nesse papel em branco
São minhas lágrimas que choram
Palavras feitas de lágrimas,
movidas pela dor que desconheço,
apenas a faço sentir em meu corpo
De onde vem, como vem, por que vem?
Que dor é essa tão lancinante?
Vem do peito aprisionado,
da garganta  estrangulada
pelo verbo que se cala
Ah...queria poder falar, queria poder gritar!...
mas o grito é aprisionado na garganta
Só me resta esse branco papel
para derramar minhas lágrimas de sangue.


Ianê Mello

Marcas de Vida




Esse rosto que hoje fito
no espelho do meu quarto
reflete os tempos idos.
Em suas linhas,
tênues e finas,
desenhadas pelo tempo,
guarda momentos vividos
na casa da memória.
A história da minha vida.
Minhas dores, meus amores,
alegrias e tristezas.
Guarda, ainda, a beleza,
sem o viço do frescor
da mocidade perdida.

Esse rosto que hoje fito
e é tão meu quanto o de outrora
revive em mim o amor,
singular e próprio,
por essa que hoje sou.
O tempo por mim vivido,
trouxe consigo a brandura
de quem perdoa seus erros
e com eles , sabiamente,
faz um novo caminhar.

Esse rosto que hoje fito
é um rosto que sei amar.



Ianê Mello