Quanta dor pelo caminho
Quantas pedras a transpor
Há rosas, mas também há espinhos
Não há como se livrar da dor
Sinta então o perfume da flor
a suavidade de suas pétalas,
sua beleza, sua cor
Observe sua delicadeza
e aos teu olhos ela se tornará
uma preciosa manifestação da natureza
Agora, com cuidado, sinta seus espinhos
São duros, espetam, fazem sangrar
Mas se tocar-lhe com delicadeza,
por respeitar sua existência, não se ferirá
Cultive a rosa que deténs em tuas mãos
Respeitando sua fragilidade
Reconhecendo seus espinhos
E dela usufruirás a beleza
Cada vez mais em teu caminho.
Ianê Mello




