Sei que serei lembrada em brancas nuvens, em rascunhos de uma vida não vivida, para depois ser esquecida nas manhãs de sol em que o corpo ressurge num clarão e a vida num átimo se liberta em flores primaveris.
Sei que serei lembrada quando a memória busca no sonho a esperança de vir a ser para em seguida ser novamente esquecida num velho baú no sótão da casa em que um dia morei.
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A memória que se apaga com o tempo como fogo que queima até a cinzas ...
Ianê Mello




