terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Haicais com Monet

flocos de neve
brilham como estrelas
em meus olhos

bosque de neve
caminhante só
solitário inverno

o sol
a degelar a neve
aquece a alma
Ianê Mello
Créditos da Imagem: Claude Monet
Revista Contemporartes - O Beijo de um anjo
O Beijo de um Anjo
Na rua um corpo de mulher
nu... atirado ao chão
a chuva a encobrí-lo
como um manto
em pesadas gotas
faz muito frio...
parece adormecido
entregue a dor tão profunda
que não se move
deixando a água a fluir sobre si
como um rio que banha
momentaneamente se move
aparentemente desperto
de um sono profundo
mas não encontra
forças para se erguer
e assim se mantem ao chão
mas seu espírito se eleva
nas asas de uma libélula
um anjo de luz
que voeja em raios de sol
num vôo de libertação
O sol perpassa
as gotículas de chuva
e nuvens se formam
e se avolumam
cálidas, alvas e envolventes
e brilham como estrelas
que pouco a pouco vestem
esse corpo de mulher
envolvendo sua nudez
em flocos brilhantes
enquanto seu corpo
antes inerte se ergue mais e mais
e ao ir se erguendo
quando completamente
coberta por uma veste
de nuvens algodoadas
de uma brancura alva
e purificadora
começa lentamente a caminhar
em direção a branca luz
e dela se aproxima
compreendendo o real sentido
compreendendo que sua vida findara
entrega seu corpo ao negro pássaro
e sem mais resistência
liberta seu corpo que jaz
Assim...
Inicia-se o bailado da vida e da morte
e a alma, enfim, se liberta.
nu... atirado ao chão
a chuva a encobrí-lo
como um manto
em pesadas gotas
faz muito frio...
parece adormecido
entregue a dor tão profunda
que não se move
deixando a água a fluir sobre si
como um rio que banha
momentaneamente se move
aparentemente desperto
de um sono profundo
mas não encontra
forças para se erguer
e assim se mantem ao chão
mas seu espírito se eleva
nas asas de uma libélula
um anjo de luz
que voeja em raios de sol
num vôo de libertação
O sol perpassa
as gotículas de chuva
e nuvens se formam
e se avolumam
cálidas, alvas e envolventes
e brilham como estrelas
que pouco a pouco vestem
esse corpo de mulher
envolvendo sua nudez
em flocos brilhantes
enquanto seu corpo
antes inerte se ergue mais e mais
e ao ir se erguendo
quando completamente
coberta por uma veste
de nuvens algodoadas
de uma brancura alva
e purificadora
começa lentamente a caminhar
em direção a branca luz
e dela se aproxima
compreendendo o real sentido
compreendendo que sua vida findara
entrega seu corpo ao negro pássaro
e sem mais resistência
liberta seu corpo que jaz
Assim...
Inicia-se o bailado da vida e da morte
e a alma, enfim, se liberta.
Revista Contemporartes - Bar Contemporartes

domingo, 16 de outubro de 2011
Poema Bailarina
" Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo"
Chico Buarque - Piruetas
Como a bailarina a bailar
num palco iluminado
pela pálida luz do luar
Seu belo corpo a rodopiar
gira-gira no ar...
em movimentos leves e graciosos
ritmados pela música da própria alma
Assim o poeta rodopia
bailando livremente no papel
branco e límpido
que espera plácido e comovido
pela dança de suas palavras
Coreógrafo da alma que é
se entrega à esse momento mágico
E as palavras ganham vida
ao som de violinos e harpas
E convidam a dançar
A bailarina se apruma
Ponta- de-pé e inicia
sua dança-poesia.
Ianê Mello, em Domingo de Poesia, Viagem pela Dança.
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