Pintura de Gustave Cailebotte
No chão
uma mancha
descorou o sinteco
numa nódoa
presente, constante,
a relembrar algo
O líquido
derramado
já não se faz lembrar,
da memória
já desvanecido
Mas a mancha persiste,
insiste em ser
uma marca
que não há mais jeito
de se extinguir
No tempo que transcorre
em leves ou pesados passos
ali ela sempre estará
e a tudo vê passar
Ianê Mello
