Tua escrita me comove
Adentra pela minha alma
qual lâmina pungente e sangra
Veste de vermelho as palavras
E unge minha boca que emudece
Vinho santo que sorvo
e a cada gole me embriago
Em silêncio me quedo e estarreço
Prenha de manhãs ensolaradas
Nos labirintos de minh'alma me perco,
em noites de luas, enluarada.
Ianê Mello
Homenagem à Katyúscia Carvalho
