Amor que invade
quando queda a tarde
rubra de paixão
Deixa no corpo marcas
enquanto passeiam as mãos
Que num desenho suave
traçam linhas imaginárias
a escalar montes e vales
demarcando como seu
território conquistado
O pincel na tela lisa
na alva pele desliza
e nela tatua um mapa
Perdido está em carícias
e teme não encontrar
o ponto em que na partida
teve vagar ao chegar
E entre pernas e delícias
seus corpos nus num ballet
dançam ao som de um louco artista
e como hábil equilibristas
buscam o centro do prazer
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