domingo, 14 de março de 2010

Diálogos Poéticos - Desafio Poético

Pintura: Boy Viewing Mt. Fuji (1830) – Katsushika Hokusai



" Todo escritor precisa de paz para sangrar"

Fabrício Carpinejar



Convido-os a refletir sobre esse pensamento e expressar suas emoções.

OBS: Não aqui, dirijam-se aos " Diálogos Poéticos".

Grande beijo.



sábado, 13 de março de 2010

Visitem " Diálogos Poéticos".

Camille Claudel "La Implorante"


Visitem " Diálogos Poéticos " e leiam minha poesia " La Implorante " de Camille Claudel ( inspirada na escultura)

Além disso, tem várias poesias dos nossos colaboradores.
Vale conferir.
Grande Beijo.


Um Ser no Universo

Pintura de Van Gogh - Starry Night Over the Rhone




É noite...
As estrelas brilham no céu
Observo as constelações
A lua, branca e altiva, resplandece
Uma belísima noite enluarada!
Me indago sobre quem sou eu
nesse vasto universo
Que lugar ocupo nessa imensidão
Eu, daqui, me sinto tão pequena
Abraçada por esse infinito céu tão vasto
e ao mesmo tempo que acolhida,
meio perdida diante de tamanha manifestação
Sentimentos contraditórios
que me invadem e me fazem refletir
Quem sou?
Qual o meu real papel nesse Universo?
Por quê estou aqui?
Para quê aqui estou?
E a noite, alheia à minhas indagações,
se faz cada vez mais bela
Independente de mim, do meu sentir
o céu lá estará grandiosamente azul
As estrelas continuarão a brilhar
e a lua... ah...a lua talvez sorria de mim.


Ianê Mello




Meu amigo Leonardo B me fez lembrar essa linda canção
" Starry, starry nigtht" de Don Mac Lean( versão traduzida)








quarta-feira, 10 de março de 2010

Homenagem do amigo Leonardo B.



                                          Para Ianê Mello, com toda a amizade que  o Atlântico possa conter


É na volta do vento que adormeço


Ainda podiam nas minhas mãos
Nascer sobreiros rasurados, de
Planta, de estreita rua onde antes era
O traço firme e agora, a sombra
Desgastada.

Podia ser, nem que fosse por um dia!

Podiam haver estrelas picotadas
Num céu azul quase de papel.
Podiam haver breves poças de água
mo ilhas nesse mar. Podia
Um estaleiro dentro de mim,
Remendar as velas, as veias, os nadas
O cru perfume duma pele
Desgastada.

Podiam haver nas palavras encarnadas,
Na borda duma letra encardida, 
Um fino espelho polido
Onde a minha única sombra, um reflexo
Rasurado, excesso de digna cinza,
Podia entre as minhas mãos; aconteceriam
Como um fino fio em forma de nascente
Arbusto, linha de vida e valado,
Irreparável madrugada, osso comum
Da tristeza, em espírito
Desgastado.

Podia ser, nem que fosse por um dia!
- É na volta do vento que adormeço,
E o meu corpo, sem terra
Sem fogo, sem nuvem, sem cais,
Lamento, meu corpo sem mim
Não é nada!

Colmela Velho, 10 de Março

|imagem: reincido em Dunjic Vladimir, Aequilibrium!|



Convite ao blog " Meus Vídeo-poemas"


 



Convido-os a visitar " Meus  Vídeo-poemas", que alguns já conhecem, outros não.
Hoje há uma postagem lá que considero bastante especial.
Espero por vocês.

Grande beijo.