Mostrando postagens com marcador "El mar y las campanas" Pablo Neruda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "El mar y las campanas" Pablo Neruda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No Vazio da Noite

 



Si cada día cae
dentro de cada noche,
hay un pozo
donde la claridad está encerrada.
Hay que sentarse a la orilla
del pozo de la sombra
y pescar luz caída
con paciencia.

 
Pablo Neruda, El mar y las campanas 
(Obras completas, III, p. 931)







O dia cai sem espera e triste
como uma despedida sem adeus
A luminosidade se encerra tímida
escondendo-se atrás do anoitecer
que se anuncia num prenúncio de solidão


A noite chega e o dia cobre 
com seu manto de névoa
Breu e silêncio se instalam
Na casa vazia e sem rostos


O corpo inerte queda só
abraçado pela escuridão sombria
Olhos obscurecidos pelo medo
na ausência que devora e corrói


Espectro humano que assombra
na pungência de sua dor
Em sua aparência esquálida
onde o amor um dia habitou


A dor da perda se funde
no escuro do ambiente
Nesse ser quase humano
que da vida se apartou


Ianê Mello