quarta-feira, 31 de agosto de 2011

IMPERMANÊNCIA





Pessoas
que vem
e que vão
em minha vida
deixam algo
antes da partida
ao menos a lembrança
de sua fugaz presença
de sua não permanência
nem sempre compreendida
mas já esperada pelo hábito
meu coração se acostumou
as perdas tantas já sofridas
hoje, grande amiga
amanhã, desconhecida...
assim caminho por entre espinhos
com pés descalços, já precavida
colho as rosas com prazer
sinto-lhes o perfume
a maciez de suas pétalas
os espinhos deixo para o final...
não há como evitar o sangue nas mãos.


Ianê Mello


Crédito de imagem: Pintura de Vladimir Kush

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Amiga Ianê, gostei muito do teu poema musical.