domingo, 15 de agosto de 2010

Dissolução




Sinto meu corpo a dissolver-se
a desconstrução em mim
de um ser já em desespero


O que resta?
Não mais me reconheço
Sou um mero espectro do que um dia fui

Quem sabe possa renascer mais íntegro

Agora, só me resta
deixar-me diluir lentamente
até nada sobrar desse meu eu

Reconstruir-me exige coragem
mas voltarei pois esta não me falta
Surpreenderei a todos,
amigos e inimigos

Preparem-se para o meu retorno...



Ianê Mello

10 comentários:

Adolfo Payés disse...

Magnifico tu poema como siempre poeta.. ya estoy de regreso por tu espacio para disfrutar de tus bellos versos..




Un abrazo
Con mi saludos fraternos..

Que esta semana sea de las mejores, son mis deseos..

nydia bonetti disse...

Acho que é assim mesmo, Ianê. Só quando nos permitimos a descontrução total, é que podemos recomeçar. Já te falei que milágrimas é uma das minhas canções preferidas? Amo! beijo, boa semana!

Ianê Mello disse...

Amigo,

que saudade!
O que houve com você?

Sumiu....

Que bom que voltou.

Salutos Fraternos

Ianê Mello disse...

AMIGA NYDIA,

É SEMPRE UM PRAZER RECEBÊ-LA.


Essa música é maravilhosa realmente.

Boa semana . Beijo grande.

MM - Lisboa disse...

Que bom!!!!
Muita força!!
Cá estaremos a torcer.., querido!

ji,
MM

Ianê Mello disse...

MM,

obrigada.

Bjs.

Lara Amaral disse...

Quando soubermos nos dissolver ao mais delicado toque do vento, aí sim conseguiremos nos reconstruir com mais sabedoria e leveza.

Beijos!

Ianê Mello disse...

Lindo, amiga!

Beijos.

Paulo Rogério disse...

Renascer é sempre necessário. Amo seus versos, assim resignados, assim prontos a inovarem-se.
Beijo!

Felipe Carriço disse...

Virá das cinzas, velha Fênix?

encontra-te
dissolva-te
salva-te