Falta tato no toque
Delicadeza nas mãos
Que acariciam
Sensibilidade nas pontas
Dos dedos
Ritmo e leveza
Para um eriçar de pele
Um oriçar de pelos
Um estremecer de prazeres
Falta tato no toque
Paciência no reconhecimento
No corpo entregue
No momento presente
Sem pressa e sem demora
Na medida certa
No tempo preciso
Leveza e graça
Descortinando véus
É preciso tato no toque
Para desvendar segredos
Dissipar os medos
Afastar os temores
No corpo que pulsa
A espera branda
O anseio mudo
De estar no outro
Na arte do encontroIanê Mello
(04.01.14)
*
Fotografia: Cena do filme Ghost
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