sábado, 19 de setembro de 2009

Quimeras de Algodão

*Foto de Ianê Mello (Vôo para Porto Alegre)


Braços abertos projetam-me no espaço
deixando atrás de mim
casas, ruas, vales, montanhas
E o sol, qual incandescente lâmpada,
a iluminar e aquecer
quimeras de algodão

Bem do alto dos meus sonhos
vislumbro imagens coloridas
No azul anil do céu
brilham luzes de esperança

E tudo lá embaixo vai ficando bem pequeno
As árvores, as casas, os carros,
pouco a pouco vão se tornando pequenos pontos indefinidos,
enquanto as nuvens vão formando um tapete de algodão

Da pequena janela
fico extasiada com tamanha beleza
Contemplando o imenso céu,
com suas cores e matizes,
me sinto como um pássaro,
abrindo minhas grandes asas,
flutuando acima das nuvens,
atravessando o arco-íris
em busca do meu pote de ouro.


Ianê Mello

2 comentários:

Mulher na Janela disse...

Que as quimeras deste algodão que nos abençoa e comove, sobrevivam à ordem e ao caos!

Belo poema!

Obrigada por sua visita em minha Janela!

Beijos...

Ianê Mello disse...

Agradeço por suas belas palavras e espero tê-la mais vezes nos Labirintos de minh'alma.
Beijos.