quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Dor da Criação

 
Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as  entrelinhas.                                                                                               
                                                                                 Clarice Lispector


A palavra é a arma do poeta

e a dor sua inspiração

dela os versos se fazem puros

numa catarse de sentimentos

num transbordamento de emoção

Brotam de sua alma flores de sangue

que escorrem em pétalas no papel

e a palavra se faz verbo

rasgando do rosto o véu




Ianê Mello





Conheça um pouco sobre Clarice lispector e seu processo criativo
http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/clarice-lispector-infelicidade-inspiradora-510195.shtml


6 comentários:

Marcelo Mayer disse...

a arma do poeta é a raiva

belo!

Ianê Mello disse...

Sim e somos movidos por algum sentimento de incompletude...

Obrigada.

Adolfo Payés disse...

Precioso poema.. eres única con tus versos..

Un beso

Un abrazo
Saludos fraternos

Que tengas un buen fin de semana..

Ianê Mello disse...

Obrigada, Adolfo.

Bom fim de semana pra ti.

Um abraço.

Pan y vino disse...

Gostei muito do seu intertexto com Lispector e o seu metatexto com o nosso fazer literário.

Ianê Mello disse...

Pan y vino

Fico feliz que tenha gostado.

Um abraço