sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fome de Amor III

Pintura de Salvador Dali


A fome que sinto
não é de comida
É de amor...
Que me rói 
o estômago
me corrói as vísceras
Nada preenche
nada basta
nessa falta de tudo
que me arrasta
ao fundo 
mais profundo
de mim mesma
E essa ânsia 
que me queima o estômago
me consome as entranhas
me rasga
me dilacera
Coração e ventre
Ferida aberta
Aberta ferida


Ianê Mello

8 comentários:

IVANCEZAR disse...

Ianê:
eu teria tanta coisa para dizer ... mas o tempo , ah, esse implacável insumo da vida ... tenho de administrar as poucas horas que a rotina devora do meu dia, para ver o que "sobra" para a poesia ... deve ser também a tua história e a de tantos outros irmãos e irmãs nas letras .... enfim ...........mas quero agradecer a Deus por ter te conhecido e pela maneira sempre generosa como me visitas e o convite para mim muito ESPECIAL de dividir o mesmo "teto" poético contigo nos DIÁLOGOS ..... e quanto ao poema, digo simplesmente que essa FOME , é que nos transforma em "devoradores" de emoções, quiçá seja graças a elas que surgem versos no cardápio ........Bjs

Mai disse...

Há dentre as fomes, uma que resta do vazio e do insaciável do Ser e estar no mundo. E porque é livre, o amor que nutre a alma, também inquieta, exaspera, inflama.
Beijos

Ianê Mello disse...

Ivan,

meu parceiro de ofício.

Muito bom vê-lo aqui.

Adorei seu comentário.

Grande beijo, amigo.

Ianê Mello disse...

Mai,

Fico feliz em recebê-la.

Muito bem colocado. Obrigada.

Bjs.

Lou Vilela disse...

Endosso as palavras da querida escritora Mai.

Texto visceral, Ianê!

Bjs

Ianê Mello disse...

Lou,

que bom recebê-la em meu recanto.

Grande beijo.

Machado de Carlos disse...

Realmente o amor é um alimento. É um remédio que precisamos para seguir os caminhos. Belo poema, descreve muito bem. Quando há a falta dele, aí sim a dor tormenta o coração!

Ianê Mello disse...

Machado,

Perfeita reflexão, meu amigo.

Grande beijo.