quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O BARQUEIRO

 

Cai o corpo de leve
e se faz o instante breve
que a pura mão alcança
Do peito se ergue a lança
que perfura a carne e sangra
E da ferida aberta e exposta
pulsa o vermelho-sangue
tingindo a branca veste
E sentindo dor lancinante
tomado por súbito espanto
fecha os olhos e da vida
- despede-se... sem pranto


Ianê Nello



14 comentários:

Adolfo Payés disse...

Me gusta tu poema..

Un beso

Un abrazo
Saludos fraternos..

Que disfrutes del fin de semana..

Ianê Mello disse...

Paez


Gracias.

Salutos fraternos.

Un abrazo

Pan y vino disse...

Este texto dialoga muito bem com o anterior, o do jogo de xadrez, os dois estão ótimos, parabéns, poetisa.

Saulo Nunes disse...

nossa Ianê q bonito o q vc escreve
adorei

e q legau a foto Divina comedia Dante de Alighieri dmais!

bjos

Marcelo Mayer disse...

do jeito que sou, usarei minha moeda pra comprar cigarro. e vou me ferrar

Ianê Mello disse...

Pan y vino

Obrigada pela visita e comentário.

Tema de difícil abordagem para alguns, mas não menos importante e reflexivo.

Bjs

Ianê Mello disse...

Saulo

Bom te ver por aqui.

Fico satisfeita que tenha gostado.

Bjs

Ianê Mello disse...

É verdade, Marcelo.

Dá pra prever a tua conduta.

Mas presta atenção, rapaz, é a tua vida...rsrsrs

Beijos

Renata de Aragão Lopes disse...

A compreensão
exige experiência.

Beijo,
doce de lira

Ianê Mello disse...

Renata,

a experiência que adquirimos na vida realmente nos leva a maturidade e a compreensão de tudo, até da morte.

Grata pela visita.

Beijos

Fred Matos disse...

Belo poema, Ianê.

Ah! faltou um "n" em "instante".

Embora nem sempre a experiência adquirida com a maturidade nos leve à aceitação da morte, acho que é um objetivo a se alcançar.

Beijos

Marcelo Novaes disse...

Ianê,




Bem preparado, o moço.
Bem composto, o texto.






Beijos,










Marcelo.

Ianê Mello disse...

Fred,


que bom te ver por aqui!

Obrigada pela observação. Vou consertar.

Com certeza. E sem dúvida é difícil alcançá-lo. Mas, um dia, chegamos lá!

Beijos

Ianê Mello disse...

Marcelo,

meu desejo é alcançar esse preparo quando o meu dia chegar.

Quero ir de forma mansa e suave...
sem pranto.


Beijos