domingo, 1 de maio de 2011

Em Silêncio...



Sabe, já não sinto mais
o gosto amargo em minha boca
como não sinto o sal das lágrimas
que escorriam do meu rosto
Já não há lágrimas...
Dentro, apenas dentro
há sempre um vulcão pronto
para explodir, mas não...
tudo o que sinto é o peito
a queimar em lavas...
inevitável implosão
Dentro, apenas dentro
me sinto viva
ou o que de mim ainda resta
do que fui um dia
num passado
que hoje é apenas névoa
na escuridão
Deveria dizer palavras amenas,
palavras de encantamento,
palavras de esperança
Me desculpem, não agora...
minha alma dentro apenas chora
um choro contido e em silêncio
...........

Apenas peço que respeitem
minha dor...


Ianê Mello

4 comentários:

Marcelino disse...

Uma dor transformada em beleza. Muito lindo seu texto, Ianê.

Arnoldo Pimentel disse...

Tristes e lindos versos, beijos.

Ianê Mello disse...

Obrigada, Marcelino e Arnoldo, pela presença e comentário. Grande abraço.

Leonardo B. disse...

[há na parte mais íngreme do caminho, um esforço solitário, um eu sozinho que em silêncio coabita, tão só, dentro e fora do dia, em nós]


um imenso abraço, Ianê

Leonardo B.