terça-feira, 20 de julho de 2010

Quando a saudade bate





Às vezes me acomete esse sentimento
Angústia, saudade, nostalgia, solidão
Pode ser a tarde que se vai e o traz consigo
Pode ser a noite que finda com a madrugada
Pode ser o dia que amanhece, mesmo que ensolarado

Pode ser a cama vazia e a ausência
Pode ser o café da manhã a sós
Pode ser  o silêncio que se aprofunda
Pode ser essa sensação de vazio
Pela falta daquela presença a meu lado

Esse nó no estômago pode ser medo
Esse grito trancado esconde um segredo
Essa vontade louca  de novamente ser amada
Essa presença constante em minha vida
Marcada pelos detalhes das lembranças

A rotina nos faz perder o brilho do amor
Tudo se torna opaco, fosco, aquém da medida precisa
A ausência desses mesmos detalhes
Pequenos e marcantes detalhes
Inesquecíveis em minha mente
Traz a dor do que foi perdido
Na falta é que se dá valor à essas pequenas coisas rotineiras
Tão óbvias, tão desvalorizadas quando se tem
Tão relembradas e queridas quando se perde.


Ianê Mello

6 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Li em algum lugar, saudade é sentir o amor ao contrário... ;)

Nem precisaria dizer, mas belíssimo poema, Ianê!

Beijão!

;)

Lara Amaral disse...

Poema bonito, mas de dar nozinho no peito. Quem não sabe o que é isso, né, amiga? Diversas fases na vida, e na poesia, seguimos.

Beijos, linda.

Ianê Mello disse...

Francisco,

é verdade...

Obrigada pela presença, amigo.

Bjs.

Ianê Mello disse...

Lara,

é querida amiga, quem não sabe...

Sim , diversas fases e vamos em frente.

Obrigada pelo carinho da presença e palavras. Bjs

Juliana Pires de Sousa disse...

A saudade sempre presente, nos trazendo boas lembranças de um tempo que não volta mais!

Beijos

Ianê Mello disse...

Juliana,

nunca mais. Resta seguir em frente.
Bjs