domingo, 7 de março de 2010

Dor da Alma

 



Sinto que me perdi de mim
e não me encontro mais
Quanto mais mergulho em mim
maior o mar da minha solidão
Não há o que aplacar essa dor
Não há o que preencher esse vazio
Estou só... completamente só...
Nem eu mesma me acompanho
e essa é minha pior solidão
Escrevo palavras nesse papel em branco
São minhas lágrimas que choram
Palavras feitas de lágrimas,
movidas pela dor que desconheço,
apenas a faço sentir em meu corpo
De onde vem, como vem, por que vem?
Que dor é essa tão lancinante?
Vem do peito aprisionado,
da garganta  estrangulada
pelo verbo que se cala
Ah...queria poder falar, queria poder gritar!...
mas o grito é aprisionado na garganta
Só me resta esse branco papel
para derramar minhas lágrimas de sangue.


Ianê Mello

6 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
O papel e a caneta, que nos sequem as lágrimas...lindo poema.
falou por mim.

beijinhos
Sonhadora

Braulio Pereira disse...

lindo como sempre
obrigado pelo seu carinho.

beijos!!!

Ianê Mello disse...

Pois é, Sonhadora...

Beijinhos

Ianê Mello disse...

Braulio,


meu amigo, você é merecedor.

Obrigada.

Beijo.

Ana Tapadas disse...

Ianê:
que poema belo e tão triste...
Seca as tuas lágrimas e segue em frente.
bj

Ianê Mello disse...

Ana querida,

faz parte do processo humano a dor.
Não a temo.
Sinto a dor e busco superá-la.

Fique tranquila.

Obrigada pelo carinho.

Grande beijo.