domingo, 22 de novembro de 2009

Cultivo do Amor-próprio




Dentro de nós está
tudo o que procuramos fora
Olhe dentro e verá
Não se perca, sem demora.

Buscamos fora encontrar
alegria, prazer, calor
e nos esquecemos de olhar
para o nosso próprio amor

Amor-própio é do que falo
Tão difícil de sentí-lo
que por vezes até me calo
por puro medo de ferí-lo

É como flor que se cultiva
em nosso próprio jardim
e dela se faz cativa
a melhor parte de mim

Dar amor é uma dádiva
que faz bem ao coração
Mas dar amor a si mesmo
é que nos dá redenção

O perdão por nossos erros,
a busca em acertar
é o que faz de nós mesmos
um ser pronto para amar. 


Ianê Mello


Ouça: Chet Baker"Alone Together"

8 comentários:

Marcelo Mayer disse...

amor próprio é que me deixa vivo!
essa história de "alguém me completar" é balela

Saulo Nunes disse...

Querida Ianê eu sempre venho aqui e sempre saio maravilhado seus textos são lindos e você é pura inspiração... gosto muito!

bjo_na__alma!

Ianê Mello disse...

Marcelo,


isso a vida nos ensinou, não?

Temos que ser inteiros e o desenvolvimento do amor-próprio é o que nos propicia essa inteireza.

Esperar que o outro nos complete é utopia.

Ele pode, sim,quando muito, somar.


Beijos.

Ianê Mello disse...

Obrigada, Saulo, me sinto muito feliz em tocar o coração de alguém.
Isso indica que estou no caminho que sempre busquei, mas só as pessoas sensíveis podem ser tocadas, lembre-se disso.

Beijo na alma.

Sandokan disse...

Necessitamos de amor. Ele dá sentido às nossas vidas. É o combustível que nos anima. Sem ele é difícil suportar o destino, ou amar a vida.
O amor é-nos intrínseco, e, de acordo com certa visão científica, ele é o herdeiro de um certo sonho bacteriano: o sonho remoto de qualquer bactéria em se unir e fundir com outra.
Alguns pensadores, sobretudo modernos e contemporâneas defendem que o homem não pode prescindir da ilusão. Ela faz parte da natureza humana, e é uma forma de fugirmos à vida real, e ao sofrimento e falta de sentido presente no fundo da nossa existência. A vida passa pelo sonho. O homem não suporta viver constantemente a verdadeira realidade.
Abençoado seja o que inventou o sono, a manta que cobre todos os pensamentos humanos, o alimento que satisfaz a fome, a bebida que apazigua a sede, o fogo que aquece o frio, o frio que modera o calor, e, finalmente, a moeda corrente que compra todas as coisas, e a balança e os pesos que igualizam o pastor e o rei, o ignorante e o sábio.
Devemos agradecer às ilusões. E aceitá-las sem queixumes, se porventura colidem com a realidade e se desfazem em pedaços. Elas são, afinal, uma forma de dar sentido à vida.

Ianê Mello disse...

Sandokan

Seja bem-vindo.

Em nenhum momento faço apologia ao desamor, pelo contrário.

Apenas penso que devemos cultivar o amor-próprio, pois só através dele é que poderemos nos encontar e amar verdadeiramente outro ser.

Se não nos amamos, não podemos amar a outrém, tornando-se apenas uma relação de dependência, em que precisamos do outro para a nossa completude e quando esse outro não existe nos sentimos um nada.

Isso, para mim, não é amor,é doença.
É falta de amor por nós mesmos.

Compreende?

Agradeço seu comentário.

Volte sempre.

Um abraço.

ventosnaprimavera disse...

Passei para conhecer seu blog, lindo blog e lindo seu texto, já sou seguidor e visitarei sempre.Se puder visite meus blogs, são 3, um para cada estilo.Ficarei honrado com sua visita.
http://palavrasnosventos.blogspot.com
http://ventosnaprimavera.blogspot.com
http://haikainosventos.blogspot.com

Feliciddes

Ianê Mello disse...

Arnoldo,

fico feliz por sua visita e adesão.

Visitei seus blogs e gostei muito.

Continue a escrever sua poesia sensível e visceral e, ao mesmo tempo, pura e doce, como a inocência de uma criança que começa a caminhar.

Volte sempre e expresse seus sentimentos, que muito me alegrará.

Beijos.