sábado, 28 de novembro de 2009

Tempo de Inocência





Ela era assim...Tinha um brilho nos olhos e a pureza num sorriso infantil. 
A credulidade de uma criança, que da vida só enxerga o belo.
Seus pés eram asas e ela flutuava sobre a vida com a inocência de quem crê.
Pura como uma flor em botão, que ainda não reconhece seus próprios espinhos.
E assim ela foi seguindo. Sempre sorrindo. 
O coração feliz.
Nada parecia lhe faltar. De nada carecia.
Sua vida era suave como um rio manso que flui livremente pelas margens e que uma vez  não represado, desconhece o furor que pode provocar a contenção dessas águas quando aberto o dique.
E assim ela foi crescendo, em inteira liberdade. 
Sentiu-se grande e para ela não havia limites. O mundo estava a seu favor.

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Você sente que esse texto parou no meio, sem uma conclusão?

Talvez eu tenha querido lhe provocar essa reação. Talvez não.

Esse texto poderia ter um fim ?

Ele relata um sonho que eu tive adormecida ou um sonhar acordada (utópico desejo da criança que em mim habita)?

Cabe à você, leitor, interpretá-lo da forma que mais lhe agrade ou que lhe sopre a lógica, ou quem sabe que lhe faça sentir o coração.






Ianê Mello

4 comentários:

Adolfo Payés disse...

Un placer es leerte siempre..

Un abrazo
Saludos fraternos..

Que disfrutes de tu fin de semana...

Ianê Mello disse...

Paez


Obrigada, amigo, pelo seu carinho e atenção.

Un abrazo
Salutos fraternos

Lara Amaral disse...

Para mim seu texto fluiu claro e misterioso, paradoxalmente, como flui a vida.

A mensagem foi passada simplesmente e atenciosamente por mim recebida.

Gostei muito!

Beijos.

Ianê Mello disse...

Que bom, Lara,estamos em sintonia.

Fico feliz!


;)


Beijo com carinho.