segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Palavras que iluminam








Que poder exerces sobre as palavras
que mais parecem rios caudalosos
que desaguam na imensidão da alma
Palavras-flores a se abrir em pétalas
perfumando tudo ao redor
Palavras leves como o vento que acaricia
Palavras com a força de uma ventania
Palavras quentes, ardentes de emoção
Prenchem os espaços vazios
Enchem de significados a razão
Embebedam os sentidos num afago
Palavras que nutrem e revigoram
Palavras que se demoram
e em nós encontram abrigo


Palavras...
Palavras...
Palavras...

Palavras nuas...

Palavras suas.






Ianê Mello







Homenagem a Kanauã Kaluanã
http://katyuscia-carvalho.blogspot.com

22 comentários:

Suellen Nara disse...

Muita coisa para ser lida e vista por aqui. Confesso que terei que voltar mais vezes.
Gostei bastante dos seus poemas. Os videos verei depois.
Obrigada por visitar-me.
bjo.

Elaine Barnes disse...

Lindo! "De-me uma palavra e serei salvo". As palavras tem a força em todos os sentidos dela mesma. As interpretações fica a cargo de quem as ouve. Adorei o poema. Bjs e uma excelente terça pra vc.

Jefferson Bessa disse...

Ianê,

fui ao seu blog em busca de seu email, mas não o encontrei. Quando puder me envie o seu. O meu se encontra no perfil do blog.
Fico feliz por ter gostado deste espaço.
Não sei informar certamente como participar da Antologia Bloética.
Me parece que é uma seleção feita pelo grupo, porque recebi um email pedindo autorização para a publicação e até então não conhecia o blog. Gosto muito também da proposta deles.

Beijos.

Jefferson.

Saulo Nunes disse...

Oi amiga! viu eu coloquei mais um link la no disco do Bob Dylan pa ti =)

bjos com poesia!

Ianê Mello disse...

Jefferson

Agradeço a informação.

Obrigada pela visita.

Beijos.

Marcelo Novaes disse...

Ianê,



Boas palavras nutrem.


"Não só de pão vive o homem..."






:)








Beijos,








Marcelo.

JIM disse...

Ianê

O que leio aqui, são palavras com pessoas dentro. Essas pessoaspalavras abrem suas
almaspétalas e deixam sair o que foram guardando.O sol, foi onde o sol encontrou abrigo.
Não estou falando só deste poema. Estou falando dos poemaspalavras ou palavraspoemas que expressam neste blogue tantos sentimentos.
Nunca escrevi aqui assim, mas há dias em que apesar de abrir a boca, as palavrasmudas que saiem apenas perturbam o grito silêncioso de palavraspoemas que encontrei por aqui.
Um estado de espirito que às vezes acontece e hoje, as paslavras estão em conflito dentro de mim e não querem espalhar-se na folha de papel branco sem mácula, que tenho na minha frente.

Paz e Luz no seu caminho.

Akhen

ju disse...

Oi, Ianê!

Estou adorando ler seus poemas. Vou segui-la, pois a falta de tempo não me deixa espaço para muitas visitas. E, assim, posso pelo menos acompanhá-la pelo google reader.

Palavra é mesmo tudo!

Parabéns! Bjs e inté!

Solange disse...

como é bom entrar aqui e deparar com essa beleza de poema!!
bjs.

Ianê Mello disse...

Elaine

É por isso que devemos ter cuidado ao usá-las e, claro, sempre estamos sujeitos a várias interpretações.

Obrigada, querida.

Uma ótima semana pra você.

Beijos.

Ianê Mello disse...

Obrigada, Saulo, só que ainda não consegui baixar.
Vou tentar novamente.

Obrigada.

Beijos.

Ianê Mello disse...

Olá, Suellen, fico feliz com a visita e comentário.

Volte sempre que quiser.

Também irei no seu blog para ver com mais vagar.

Beijos.

Ianê Mello disse...

Oi, Ju!

Fico muito feliz com seu comentário.

Já visitei seu blog e gostei muito.

Seus poemas refletem uma consciência muito crítica da realidade que nos cerca, sem perder a poesia.

Parabéns!

Já estou te seguindo também.

Beijos.

Ianê Mello disse...

Marcelo,

por isso sempre visito seu blog... "boas palavras nutrem".

Capice???

;)


Beijos, amigo.

Ianê Mello disse...

Solange,

isso me faz muito bem também, pode ter certeza.

Esse retorno que vocês me dão com tanto carinho me inspira ainda mais.

;)


Um beijo, amiga.

Ianê Mello disse...

Jim,


como sempre, teu comentário já é uma poesia; carregado de emoções boas e positivas.

Eu sei, amigo, entendo o que dizes.
Tem dias que as palavras como que se evadem do papel, enquanto os sentimentos pulsam dentro de nós.

Dá uma agonia não conseguir colocá-las pra fora, né?

Mas vai passar e logo, logo, você conseguirá.

Veja o que me escreveu agora... tantas emoções contidas em suas palavras!...


Fique bem.


Paz e Luz em seu caminho sempre.


;)


Beijos.

Mai disse...

Você incorporou a palavra e a poesia.

Beijos.

Ianê Mello disse...

Mai,


fico feliz com sua visita e comentário.

Sou sua admiradora e seguidora já a algum tempo.

Beijos.

Kanauã Kaluanã disse...

Ianê,

Estou em dívida... e agora, rubra!
Uma semana atribuladíssima... final de ano letivo (sou professora), e todos na escola como loucos com tanto trabalho.
Mas sempre lembro dos que preciso visitar.

Fico lisonjeada com sua homenagem.
E sobre palavras, você entende bem: sabe fazer colares com elas.
Lindo, lindo o seu poema, menina.

Um beijo, e meu carinho.

Katyuscia.

Ianê Mello disse...

Katyuscia,

não se preocupe e nem precisa ficar rubra.

Apenas lhe avisei em seu blog, pois imaginei que não teria visto.

Fico feliz que tenha gostado, mas essa homenagem é apenas um reflexo do que a sua poesia provoca em minha alma.


Obrigada, querida.

Meu carinho pra você.

Pássaro disse...

Palavras

Queria que a palavra olhos, tivesse o brilho agudo do teu olhar, fosse penetrante e inquisidora, como quando mergulhas a pique no voo da procura e da descoberta.
Mas as palavras, não imagino quem as inventou, nâo se dobram e nâo se recriam à minha vontade e debato-me com elas quando te desenho na folha branca da expressâo do que me fazes sentir.
Teço tentativas sem fim, mas as linhas desfazem-se na perfeiçao da tua boca, a delicadeza com que foi traçada, o apetite que gera, tudo que diz sem se abrir,
envergonham as letras que por mais que dancem, não te explicam.
Rendilho, agora rendilho. Ridiculo! Ridiculo sou, ridicula cada tentativa que se espraia como mar sem força, nas enseadas da tua anca ao caminhar, onde um balanço que não à palavra que tenha, tritura democraticamente, desde as maiores, às menores. Todas elas.
As que vão sobrando secam, as mais humidas, ou derretem, as geladas, no calor do teu regaço, terra de sementeiras. Caem, escorrem e agradecem aos teus pés, delicados instrumentos de voo, quando as apagas...

João Miguel, O Pássaro do Sul

Numa homenagem à minha menina, não poderia deixar de passar, e de deixar uma que lhe fiz à algum tempo...
Labirinto belo o seu, um prazer...

Ianê Mello disse...

Pássaro(João Miguel)

Linda sua prosa poética.
Bela homenagem à alguém que com certeza a merece.
Tenho certeza que lhe causou grande felicidade ao lê-la.
Agradeço tê-la compartilhado comigo em meu blog.

Fico feliz que tenha gostado do meu labirinto.

Seja bem vindo.

Fui ao seu e gostei muito de seus poemas. Te seguindo a partir de então.

Felicidades aos dois, sempre.

Um abraço.